segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Não paute sua vida pelo medo

Você já parou para pensar quantas vezes você dirigiu suas ações com base no medo? Quantas vezes já não estava mais feliz em um relacionamento mas, permanecia ali por medo da mudança? Quantas vezes já não estava mais satisfeito e realizado com seu trabalho mas, se mantinha lá por medo de como seria se saísse? 

Quantas vezes não gostou de algo mas, se calou com medo da desaprovação das outras pessoas? Quantas vezes disse sim, querendo dizer não e vice versa? Tudo por conta do medo!

Você já se deu conta de medo de quê?

O desconhecido ou a incerteza geram muito medo para a maioria das pessoas pois na impossibilidade de controlar as coisas, ficam inseguras. E, contidos nesse medo do desconhecido estão todos os outros medos: o medo de não agradar (e por isso ser rejeitado, não amado), o medo de falhar (e se julgar incapaz), o medo de ser inadequado. 

Na verdade, diante da incerteza só temos uma coisa certa: que não há nada determinado. No entanto, o medo surge porque focamos nos piores desfechos e, ao pensarmos neles não levamos em conta possíveis soluções. Pelo contrário, só pensamos que acontecerá o pior dos problemas e, paramos nisso. E por isso ficamos com tanto medo. 

Quando sentir medo de algo, busque ir além do medo. Olhar além do problema ou do resultado negativa que você pensou. Procure soluções para essa consequência que imaginou. Imagine-se lidando com essa situação ou atravessando-a (como já fez tantas vezes em outros momentos no passado). Perceba como o medo diminui ou até se dissipa.

Experiente isso e me conte como foi.

Precisamos ir para longe para nos aproximarmos de nós mesmos



Quantas e quantas pessoas nós já conhecemos que precisaram viajar para longe para se encontrar. Ou que tiraram um período sabático para viajar e viver experiências no intuito de resolver alguma crise existencial ou compreender melhor a si mesmo.

Eu mesma há alguns anos atrás já passei três meses longe de casa, em uma ilha, porque precisava estar mais comigo mesma ou algum tempo depois quando me aventurei a fazer um curso profissional de mergulho autônomo (aquele com cilindro) e enveredei a mergulhar nas profundezas do mar (e nas minhas próprias também) porque estava me sentindo perdida. 

Muitas vezes precisamos ir para longe para nos aproximarmos de nós mesmos. E sim, isso ajuda e funciona pois, viajar é sair da sua zona de conforto. Você não está na sua rotina, na sua casa, com seus conhecidos em volta, em um lugar que já conhece os caminhos, aonde tem mercado ou restaurante. Quando você viaja você se lança no desconhecido e precisa lidar com a sua vulnerabilidade, com o estresse de não saber o que virá ou como será.

Você precisa exigir mais de si no sentido de se encontrar no lugar em que está, em se adaptar a uma rotina diferente e muitas vezes em desenvolver ou praticar habilidades que não utiliza tanto no dia a dia como falar um idioma diferente ou se organizar bem com o tempo para achar um lugar para ficar antes que escureça. 

Nessa zona de desconforto acabamos ficando muito mais conosco. Percebendo aspectos nossos que na rotina ignoramos. Percebendo que somos muito mais capazes de nos virar do que pensávamos. Precisando ter muitas ações práticas (até mesmo de planejamento) ao invés de ficarmos com pensamentos repetitivos e que na maioria das vezes não nos levam a lugar algum. 

É por isso que tantas pessoas se lançam no mundo, viajando para longe, mudando drasticamente sua rotina, procurando situações até muitas vezes mais desconfortáveis do que se encontravam anteriormente mas, é justamente a mistura desses fatores que permite que nos aproximemos de nós mesmos de uma maneira muito mais verdadeira e, assim podemos lidar com aspectos que nos incomodavam sob um ângulo diferente e através disso descobrir respostas  para aquelas perguntas que não calavam em nossas cabeças.

Você também já teve uma experiência semelhante a essa? 

A resposta para a insatisfação é gratidão

Conheço e atendo diversas pessoas insatisfeitas. Insatisfeitas consigo mesmas, como seu trabalho,  com seu relacionamento amoroso, com seu local de moradia, com seu corpo, etc... Insatisfação é um excelente  alerta para nos fazer perceber que é preciso fazer algo com essa situação que nos chateia. Sem a insatisfação provavelmente tenderíamos a ficar muito mais estagnados, na nossa zona de controle. Uma vez que percebo que mais pessoas são movidas pela insatisfação ou desconforto por algo, ou seja, pela dor, do que pelo prazer em alcançar algo. Ambos são motivadores mas, parece que tem mais efeito sermos empurrados do que puxados. Assim, a insatisfação é um importante ingrediente para a evolução humano e para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Maravilha! Então sabemos que quando estamos insatisfeitos com algo, basta compreendermos a raiz da insatisfação, traçarmos o que queremos e planejarmos como chegar até lá? Para muitas pessoas  sim, mas, não funciona desse modo para algumas. Há os insatisfeitos crônicos; que independente de correrem atrás de seus objetivos, pouco conseguem aproveitá-los e, logo já está insatisfeitos novamente. Isso é algo deverás angustiante pois, apesar do quanto de esforços se emprega em chegar lá, a sensação é que quando se chega já não é mais lá que gostaria de estar.

O que fazer nesse caso?

A boa notícia é que há uma solução para pessoas que tem esse perfil e, também para todas as demais que queiram desfrutar de mais bem estar, paz e alegria na vida. E, qual é essa solução então? É a gratidão!
Muito se fala atualmente em agradecer, em ter gratidão e, com razão que se espalha essa ideia. Muito além de ser um bando de "bichos grilos" querendo retornar aos anos 60, essa mensagem tem muito fundamento.

Quando agradecemos por algo, estamos reconhecendo coisas positivas em nossa vida. Que seja ter tido um bom dia, ter feito uma viagem interessante, ter jantado em boa companhia, ter entregue um trabalho que estava te tirando o sono, etc... Todas essas são situações benéficas e que nos trouxeram bem estar. Quando somos gratos a elas, registramos em nossa mente esse ocorrida e essa sensação de bem estar se perpetua por mais tempo do que o término do evento. Dessa maneira, se praticarmos o comportamento de agradecer, manteremos essa "onda" de bem estar por muito mais tempo e, inclusive podemos viver dentro dela; já que diariamente todos temos pelo que agradecer. Seja pelo bonito dia de sol, por ter comido quando se estava com fome, por ter um casaco a mão quando está  frio. Não precisamos de grandes feitos para sermos gratos. O segredo é compreender que há muito mais para sermos gratos do que para reclamar. Assim, "viramos a chave" e passamos a perceber a vida e a existência muito mais em termos de observar e notar a metade cheia do copo, do que a metade vazia.

Exercício prático

Para te auxiliar nessa prática, te explico uma forma de se educar a exercitar sua gratidão.

Pegue uma caixinha ou um pote. Preferencialmente que seja um recipiente que você goste da aparência. Esta será sua caixinha da gratidão ou seu pote da gratidão. Diariamente, pode ser ao final  do dia ou durante o dia, logo após algum evento interessante; anote em uma pedaço de papel algo pelo qual você tenha a agradecer. Como já citei acima, temos mutas coisas boas que acontecem em nosso dia, pelas quais podemos ter gratidão.

Não espere grande situações. Ninguém escala o Everest em um único dia. Temos pequenos presentes dia a dia que podem se somar em um grande após algum tempo. Escreva-os nesses papéis e coloque em sua caixinha. Sua tarefa é fazer isso minimamente 1 vez ao dia mas, quanta mais anotações diárias você fizer, mais se condicionará a ver o lado bom da vida e, assim mergulhar nesse magnífico sentimento de plenitude. Para reforçar ainda mais, você pode todo dia durante o cafe da manhã ou antes de dormir, pegar aleatoriamente 3 papeizinhos e lê-los, devolvendo-os ao seu pote da gratidão.

Quantas e quantas vezes nos cobramos de ter que ter as respostas? De ter que saber o que fazer ou para onde ir? Mas, o fato muitas vezes é que: simplesmente não sabemos.
Não saber também é uma opção. Tão real quanto às outras. A diferença é o modo como lidamos com ela.
Nós não suportamos não saber, não é mesmo?! Há uma voz que aparece em nossas cabeças dizendo: "mas você TEM que saber! Como assim você não sabe?!"
A verdade é que apesar de querermos MUITO saber, se respondermos de maneira honesta para nós mesmos, só podermos dizer que não sabemos.
Por que então se cobrar respostas que ainda não existem? Soluções que você ainda não tem? Comportamentos que ainda não pode emitir?
Essa cobrança que você se coloca te ajuda nessa busca ou só aumenta a pressão e com isso o desconforto?
Por outro lado, se você entende que esse é um tempo, um espaço que você precisa para que as coisas se assentem, se organizem e no tempo certo as respostas virão; isso não traz uma tranquilidade?
É só a dúvida que dá espaço para o novo, para a mudança. Se você tem certeza de tudo, se você já tem todas as respostas, percebe que está fechado para qualquer nova possibilidade?
Acolha então esse espaço vazio, esse "não sei" e conviva com ele. Se aquiete, medite, siga sua intuição, leia o que te interessar, converse com quem te chamar a atenção de algum modo. Perceba que o não saber é o único caminho para saber. Para um saber real, sincero, vindo lá do fundo de você.
As respostas estão dentro de você mas, sem permitir-se o silêncio você não as escutará. Sem permitir o espaço, elas não aparecerão.
Segure sua ansiedade em sair plantando qualquer semente eu seu terreno, só para garantir que algo está acontecendo, que você está fazendo algo ou se mexendo. Se essa não é sua verdade, saiba que você mesmo está criando um problema para si e que em breve terá que resolver pois não é exatamente isso que você quer. E, quando essa colheita der frutos você estará comprometido com ela, sem na verdade querer isso.
Experimente aguardar e confiar. Permita-se testar um caminho diferente.